Take a look at me now

domingo, 29 de dezembro de 2013

Intenso Amor



Amor... deixe-me olhar em tua íris
E descobrir nela todos os segredos
Deixe-me aconchegar em teu peito
Te acarinhar e espantar teus medos

Amor... deixe-me tocar teus lábios
Mostrar o desejo contido nos meus
Cala essa vontade que me queima
Toma esses beijos que são tão teus

Abraça-me, junta teu corpo ao meu
Sinta o fogo em minha pele queimar
Sinta a força deste amor que é teu
Vem sem pressa... vem pra ficar !!!

sábado, 28 de dezembro de 2013

Ouça, amor...


Ouça, meu amor...
As batidas do meu coração
Elas chamam por teu nome
É tão tua essa canção

Ouça, meu amor...
É tão teu esse pulsar
A saudade aperta no peito
Coração não quer se calar

Ouça, meu amor...
No silêncio meu amor te chama
Sinta o calor do meu abraço
No peito este amor é chama

Abraça-me, amor...
Talvez pela última vez
Cala essa saudade num beijo
Antes que eu parta de vez

Na hora do adeus...


Se tiver que dizer adeus...
Faça-o bem devagarinho
Vai deixando teu silêncio falar
Até me acostumar sem teu carinho

Se tiver que dizer adeus...
Vai me impedindo de te amar
Afasta-me dos braços teus
Tenta me fazer te odiar

Se tiver que dizer adeus...
E meu coração não aceitar
Perdoe-o por não entender
Egoísta ele só quer te amar

Se tiver que dizer adeus...
Faça-o bem devagarinho

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Enlevos em Dueto



*Coisas agradáveis são como brisa,
você sempre volta a face ao que faz bem
...

**Pois tudo que toca a pele e faz bem...
toca a alma...

*Tocar a alma...
como uma pluma toca a pele...

**Inesquecível como o vento que
desalinha meu cabelo e me abraça

*Num afago, morno e dengoso ...
**Que me envolve, trazendo em minha
pele o gosto doce das lembranças
que me faz flutuar e num voo de um
segundo me leva até você...

*Como uma ciranda, que embala o dengo,
a ingenuidade de uma criança

**Que brinca na chuva e sente
os respingos sobre sua pele inocente

*E de pés descalços, brinca na lama,
revivendo cada pingo que vem em sua mente

**Pés descalços que crescem...
mas as brincadeiras, os pingos, a brisa, o vento...  tudo fica eternizado em su'alma...

*São doces lembranças que o tempo não apagou
e que revive, toda vez que seu coração se sente bem

**Por que tudo que é bom e verdadeiro
fica eternizado em nossos corações
e tatuado em nossas mentes...

*Como um dom...
que nos veste para nunca mais sair

**E que se mostra presente
quando menos esperamos
Pois a vida é poesia... e a poesia é a vida...

*Como inspiração que faz tecer sentimentos
em forma de imagens e palavras...

**Ou imagens e palavras
que tecem a própria inspiração...

*Logo os sentidos dão a própria inspiração,
como o sol da vida a uma flor...

**Naturalmente o que era um sentimento
vai sendo delineado e o artista compõe tua obra...
o que antes era uno se junta numa doce composição...

*E quem ia dizendo que não conseguia escrever,
vai mais uma vez alimentando-se
desta efêmera inspiração...

*O Uirapuru  ** Katia Marques

Obrigada, meu amigo e poeta,
por este presente maravilhoso, por esta honra !!!

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Cativa-me






Cativa-me... e darei-te minha essência
No frasco a permanência alma em cítrico...
Essência que dentro em si segredo guarda
Que se aberto em suavidade de tal aroma
Te envolverá em alma e sentiras em palma
Cativa-me... e dentre todo ouro maior tesouro
Lapidado e guardado em segredos de chaves...
Ao desbravador que portas em travas destranca
Que voa alto em céus, por sobre os mares
Que mesmo em distância tantos sóis e luas
Ainda assim, não desiste e ao meu encontro vem
Cativa-me... e terás de mim o que há de melhor
Essência colhida entre as flores de lindo jardim...
Mel de flor sentido em lábios de pássaro beija-flor
Darei-te minha essência em pureza de alma assim
Em suavidade de palma joia rara... o meu amor

Cativa-me... e darei-te minha essência
No frasco a permanência alma em cítrico...

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Foi recompensa do tempo...



Foi prima obra primavera arte...
Foi intenso, foi vulcão,
Foi recompensa do tempo
Nuvem de fogo, sol e paixão
Nos entregamos...
Nos abrigamos...
Nos afloramos...
Foi pueril...
Nostalgia...
Sentimentos a mil...
Um dia fomos uno...
E assim unificamos
Era para ser assim...
Mas a estrada é longa
E faz-se necessário percorre-la só
E o caminheiro tem que ser seguido
Mesmo se for sofrido...
E tinha que ser assim...
O bálsamo derramado
Sobre sais de alecrim...
E por onde que, agora passares
Sentirás os azuis dos luares...
Pássaro anil...
Que logo quase ontem partiu...

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Serei teu anjo...



Serei apenas o pó da estrada onde andas
Serei o anjo que em sonho te segue
e a lembrança boa que no peito carregas.
Na poeira da estrada, ficaram os versos
de amor que nem chegaram a ser ditos.
No desencontro de caminhos reversos,
ficaram apenas sonhos em pedras escritos

No cair da noite serei uma das estrelas
do céu que você tanto admira e se encanta
Serei a brisa leve que em pele sentirás
e a música que o pássaro da noite canta.
Enquanto dormes velarei o teu sono
e serão tuas as orações mais belas que sei,
por que o sentimento que tenho é eterno !!!

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Nada mais...



Nada mais além daquilo que me cabe
Dispenso tudo o que é desnecessário
Do futuro incerto... tão pouco se sabe
Busco da vida somente o necessário

Na terra sob meus pés, toda energia
Vida em versos por entre os jardins
A poesia que me reveste pura magia
Orquestra de anjos ao som de clarins

Hoje a simplicidade é o que me ganha
Encantam-me as belezas naturais...
Rio de água pura que minha pele banha
A cantoria em festa dos lindos pardais

Encanta-me o voo colorido do beija-flor
O silêncio da mata tão cheio de som...
A  beleza do sol ao nascer e ao se por
A lua com seu manto onde azul é o tom

Nada mais além daquilo que me cabe
Do futuro incerto... tão pouco se sabe

Tentando me reencontrar...




Quando criança, passava horas observando
o formigueiro, o céu, os rios...
estava descobrindo o mundo...
Hoje passo horas observando tudo isso,
tentando descobrir a mim mesma...

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Voos e sobrevoos...



Ainda que assim, alcançastes asas de rouxinóis
E fazer-me de sábia ao ouvires o sabiá amarelo...
Nada conterias as paradas do beija-flor em ar...
Rumo ao roseiral para beijar as pétalas da flor...

Ainda que em nuances de cores me adornasse
E em plumagem belas em arco-iris assim voasse
E lhe ofertasse do tesouro escondido no fim de mim
Não conterias teu ímpeto de fuga por pétalas afim...



E se assim quer ser beija-flor que voa roseiral em flor
Deixarei-te livre, vai a procura do teu aroma teu sabor
Voarei bem alto... irei em busca do meu próprio eu...
Procurarei a luz... sairei de vez deste triste breu !!!

Ainda que assim, alcançastes asas de rouxinóis
Não conterias teu ímpeto de fuga por pétalas afim...
Segue teu destino... sigo o meu em um céu sem fim !!!

Um pedido especial...



Peço ao criador: - Distancie-me dessa angústia
Entristece minh'alma, cantoria em dor acústica
Em prantos no sereno, lágrimas de madrugadas
Parece faca no peito, atravessa-me nas caladas

Digo-te: - Cheguei ao meu limite... reconheço...
Penso que felicidade é algo divino, sem preço...
Não almejo nada além do que dor que se finda
Mesmo que a felicidade não venha junto, ainda


Respiro aliviada... dor em peito será silenciada
Sei que me ouves e aqui ao meu lado faz morada
És minha benção, o porto seguro, minha estrada
E sem ti, Senhor... reconheço... não sou nada !!!



Respiro aliviada... dor em peito será silenciada
Sei que me ouves e aqui ao meu lado faz morada

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Caminhos...


Tenho caminhado sozinha
Num passo leve e discreto
Tenho lugares que são só meus
Alguns esconderijos secretos...

Caminho por verdes campos
Tenho a natureza ao meu lado
Sinto a relva sob os pés descalços
Tenho só pra mim um lindo lago

Tenho dores que são só minhas
E que divido com a natureza
São tão minhas as borboletas...
E o beija-flor que na flor pousa...

São silenciosos os meus passos
E tão silenciosa a minha dor
Entre cachoeiras, rios e lagos
Transbordo eu de tanto amor...

Tenho lugares que são só meus
Alguns esconderijos secretos...

sábado, 23 de novembro de 2013

Páginas adormecidas...



Fechei o coração, não quero páginas novas,
guardo nele as antigas, aquelas nossas...
Como um livro, cheio de imagens,
com cheiro de flor e belas paisagens,
com tantas palavras que emudeceram.

Um livro guardado, empoeirado na estante,
enquanto aqui dentro sinto uma dor cortante.
No vazio imenso da saudade busco me levantar,
sonhar outros sonhos em branca memória,
sem esperanças... adormecida história.

Fechei o coração, não quero páginas novas,
guardo nele as antigas, aquelas nossas...

Foi amor verdadeiro...


Foi mágico e inesquecível...
Foi de alma... foi pureza...
De uma força indescritível...
Foi poesia... e foi beleza...

Sim, foi amor verdadeiro...
Como nunca antes sentido...
Teve pele... gosto e cheiro...
Foi de interesse desprovido...

Foi como água que inunda...
De uma intensidade tanta...
Deixou marcas profundas...
Em um pureza que é Santa...

Sim, foi amor verdadeiro...
Como nunca antes sentido...

terça-feira, 19 de novembro de 2013

Menina faceira...



Vem, menina faceira...
Deixa de vergonha, vem ser feliz
Corre, vem pra brincadeira
Orgulha-te da tua cor... tua raiz !!!

O que vem a ser a cor...
Senão apenas mais um tom
Quando o que é  a beleza é o amor
E o que carregamos de bom !!!

Vem, menina faceira...
Que carrega a força em teus traços
De um passado de luta e açoiteira
Corre, vem para o meio do abraço !!!

Aqui tem branco, pardo e amarelo
Somos parte de toda uma história
Mas o sofrimento de todo teu povo
Carregaremos pra sempre na memória !!!

Vem, menina faceira...
Corre, vem pra brincadeira !!!

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Renascer...



Sim, eu me renovo!!! A cada dia
renasce em mim um novo ser...
Durmo repleta de mim, tão cheia
Sou branca folha ao amanhecer

Sou novos olhos ao raiar do dia...
Atentos a tudo um olhar de poesia
Sou novas mãos, tão mais macias
Redescubro o mundo em nostalgia

Sim, eu me renovo!!! A cada dia
reaprendo um caminhar mais leve
Sinto meus pés sob a relva macia
Sou a leveza de um momento breve

Sim, eu me renovo!!! A cada dia
um novo pensar, um novo querer
Findo repleta antes página vazia
Pra um recomeço ao amanhecer !!!

sábado, 16 de novembro de 2013

Inocência de criança...


Havia felicidade nos pés descalços
que percorriam jardins em flores
atrás das coloridas borboletas...
Havia felicidade na íris da menina
que sorria observando o beija-flor
pousando apressado de flor em flor...
Havia felicidade nas descobertas
de um novo bicho de nuvens no céu,
deitada displicente no verde gramado...
Havia felicidade nas brincadeiras simples
e inocentes do beijo abraço, aperto de mão,
de amarelinha, mãe da rua e passa anel...
Havia felicidade nas brincadeiras na chuva,
deslizando na enxurrada ladeira abaixo
e na busca pelo tesouro no fim do arco-íris...
Sim, havia felicidade na íris da menina...

Felicidade que desenhou a esperança
de um futuro melhor, nos olhos da mulher !!!

Sonhos...



Tudo aquilo que em realidade não posso
Adormecida... realizo em sonhos...
Se a distância não me permite estar perto
Num fechar de olhos me vejo ao teu lado


Furto-lhe beijos na calada da noite
Enquanto ainda adormecido...
Colo meu corpo ao teu e te aqueço
Ao teu lado durmo e amanheço

Se choras viro brisa e delicadamente
Toco tua face e enxugo tuas lágrimas
Quando triste sou pássaro em melodia
Cantando em tua janela ao raiar do dia

Não sabes, mas estou sempre ao teu lado
Ainda que a distância não permita...
Mesmo que em sonhos... imaculado
Minha alma se desprende... te visita



Tudo aquilo que em realidade não posso
Adormecida... realizo em sonhos...

Metamorfose...



Cumpre-se a lei da natureza
O que outrora lagarta
Agora borboleta
De rara beleza
Liberta do casulo
Voa livre no ar
Nuances lindas
Em iris a contemplar
E a menina outrora anjo
Desabrocha em flor
Mulher faceira
Exala em pele o amor
Desfila pela vida
Cumpre também seu ciclo
Apaixonada...
Não vive só
Procura pelo seu par
Alguém pra dividir
Alguém pra amar !!!

Intensidade...



E o sol brilhando forte lá fora
Invadindo por todas as frestas
Me chamou sorrindo pra vida
Me convidou pra esta festa...

Essa festa chamada de Vida...
Os pássaros lá fora em melodia
Não resisto e abro a janela...
Sorrio agradecida o novo dia

De amor minh'alma está cheia
E pelo meu corpo ele transborda
Amor que corre forte em veia...

Amor que a minha vida borda...
Vai delineando o meu caminhar...
Desejo de conjugar o verbo Amar

Bem me quer ???



Bem me quer... mal me quer...
Bem me quer... mal me quer...
Em pétalas teu segredo desvendo

E ao teu amor eu me rendo...
Se assim me quiseres...
Em pétalas de bem me quer
Serei tua rosa flor mulher

Darei-te do meu íntimo
Perfumes nuances de cores
E da minha boca mel sabores 


Em pétalas teu segredo desvendo
E ao teu amor eu me rendo...

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Vida tecida...


 
Teci minha vida com fios de verde esperança
Desenhei o meu mundo em longilíneas asas
Brinquei de roda gira num sorriso de criança
Encontrei  felicidade entre as simples casas

Colori o meu mundo em arco de lindas cores
Abri  portas e janelas, deixei entrar a poesia
Adentrei a minha alma... suavizei as dores...
Tatuei um riso em face, em busca de alegria

Brinquei com a tristeza de esconde-esconde
No pega-pega ganhei e deixei-a como estátua
Felicidade adentrou nem soube dizer por onde
Brincou de beijo-abraço, aperto de mão na rua

Teci minha vida com fios de verde esperança
Brinquei de roda gira num sorriso de criança !!!

sábado, 9 de novembro de 2013

Casulo...




Hoje é o dia...
Dia de ser lagarta
e me recolher no casulo.
Dia de ficar em silêncio
como criança in ventre
que evolui a espera da concepção.
Preciso ser gerada, parida,
sentida e reinventada.
Necessito me sentir vida,
rasgar essa casca, ferir-me,
fazer sangrar a ferida.
Preciso aprender a respirar,
a engatinhar e andar.
Necessito virar-me no avesso
morrer em mim,
buscando na morte
um resquício de vida...
um meio pra um recomeço !!!

Ocaso...





Fechou os olhos em silêncio,
sem nenhum alarde...
Emprestou teu brilho
até o último instante...
Era chegada a hora de partir,
sumir por detrás do monte,
ceder teu espaço,
fechar a cortina e sair.
Se ainda voltaria,
não saberia dizer...
Enquanto houvesse noite
teu brilho ali não caberia !!!

Fechou os olhos em silêncio,
sem nenhum alarde e partiu...

Enquanto as palavras se deitam...


Necessitava deitar as palavras
na folha em branco a sua frente,
como se assim fosse possível
arrancar do peito a dor
que lhe corroía a alma.
Necessitava deitar as palavras
na folha em branco a sua frente,
como se assim fosse possível
estancar o sangue corrente
da ferida no peito aberta
e secar dos olhos
as lágrimas vertentes...

Necessitava deitar as palavras
na folha em branco a sua frente...

Nem tão flor... nem tão espinho...


Nesta vida não me enalteço flor
e nem me desmereço espinho...
Aprendi a ser simples observando
as flores, que sem nada esperar
em troca nos presenteiam com
a suavidade dos seus perfumes,
colorem e enfeitam nossas vidas.
Aprendi que devemos ter raízes,
mas que nada impede de tentarmos
alcançar a grandeza dos céus
e a beleza das estrelas.
Aprendi também que temos
que reconhecer nossos limites
e respeitar nossas fragilidades !!!

Nem tão flor... nem tão espinho...

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Ruptura



Perdeu-se dos lábios o canto...
Sem sonhos, morreu a poesia
Quebrou-se da vida o encanto
Segue hoje uma página vazia...

De cinza coloriu-se o mundo...
Íris vazia num arco sem cor...
São dias de um vazio profundo
Guardado no peito, levo teu amor

Perdeu-se dos lábios o canto...
Sem sonhos, morreu a poesia...

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Asas adormecidas...



Dorme tranquila o sono dos Anjos...
Exala o perfume suave das flores...
Estão ao teu lado Santos Arcanjos...
Velando teu sono envolto em cores...

Descansa em paz pureza de alma...
Enquanto dormes estão a te olhar...
Ouça a música suave que acalma...
Tanta doçura que inspira o cuidar...

Aqueles que ama em sonho visita...
Leva essa paz em forma de cor...
Tanta beleza que a alma levita...

Levando em sonhos somente amor...

Pétalas em fronha suave almofada...
Adormece em cetim oração e louvor...

sábado, 26 de outubro de 2013

Sim... eu te amei...



Sim, eu te amei... e amei muito...
Amei-te em sonhos, mas também amei-te realidade...
Amei-te em versos, mas também nos teus reversos...
Sim, eu te amei... e amei muito...
Amei-te, assim como o beija-flor ama a flor
E extrai dela teu lado mais doce...
Amei-te, assim como o arco-íris ama a chuva
E se abre para ela em arco de cores...
Amei-te, assim como o pescador ama o mar,
E retira dele o alimento pra vida...
Amei-te, assim como o céu ama as estrelas e a lua
Que dão-lhe o brilho e sem elas tua beleza é nua...
Sim, eu te amei... e amei muito...
Amei-te com o meu lado mais humano...
Amei-te com meus medos e minhas inseguranças...
Amei-te assim, carregando nos olhos o brilho
E no meu peito cravada a esperança...
Te amei com meu lado mulher...
Mas também com meu jeito criança...

Sim, eu te amei... (-----) e amei muito...

Fragilidade...


Sou toque... sou pele
Sou pétala... sou flor
O perfume que expele
Do tom rosa essa cor

Sou mãos... sou abraço
Sou sentimento e amor
Sou da vida o entrelaço
Também ternura e calor

Sou riso... sou lágrimas
Sou ferida... sou a dor
Sou da poesia as rimas
Dessa busca o clamor

A fragilidade de criança
Unida a força de mulher
Sou da vida a esperança
Do cuidar e do acolher !!

Madrugada fria...



No silêncio da madrugada fria
As palavras tristes se deitam
Na folha em branco solitárias
Sentimentos tantos rabiscam

Nada mais se ouve pela noite
Além do correr do lápis no papel
Soa como um lamento, ora triste
Como uma única estrela no céu

Corre o lápis nas caladas horas
Deitam-se as palavras em solidão
No silêncio da noite que apavora
Tentando acalmar meu coração

No silêncio da madrugada fria
As palavras tristes se deitam...

Mar revolto...



Dentro de mim um mar revolto,
ondas gigantescas que se formam,
caminham em direção as pedras
e como num suicídio se quebram.
Um rastro de sal  se forma
em sua passagem furiosa
e a força de uma nova onda
se mistura a fragilidade da quebrada,
levando-a novamente de encontro as pedras.
Tentando recomeçar e sendo novamente
ao encontro delas arremessada...
Sem sequer um tempo para recuperar as forças...

Dentro de mim um mar revolto
ondas gigantescas que se formam...

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Lembranças...



E ali parada...
Envolta em lembranças tantas
Em perfume de flor que exala
Arcos de íris em meio as plantas
Amou tanto...
Que de amor e só por amor
Sofrimento e pranto...
Tristeza e dor...
Nem mesmo a bela paisagem
Em nuances de tantas cores
Afasta do pensamento a imagem
De um tempo vivido em amores
De lindas tardes de sol
Pássaros cantando em festa
Corpos em fino lençol
De testemunha destas...
Apenas o por do sol em arrebol


E ali parada... 
Envolta em lembranças tantas

Sensibilidade...



Cresceu por sobre o muro o galho
Talvez quisesse a rua espiar
Buscou na  liberdade um atalho
Pra tua beleza mostrar

Ou talvez quisesse tão somente
Por ali me ver passando
Se abriu frondosa majestade
Como se sorrisse me olhando

Todos os dias por ali passo...
Estendo em afago a minha mão
E um carinho em flores lhe faço
Tua beleza é tanta que ofusca a visão

Ele parece retribuir meu carinho...
Me espera ali todos os dias
Cada vez se mostra mais ousado
Quando me vê se agita, faz estripulias

Cresceu por sobre o muro aquele galho
Talvez quisesse a rua espiar...

terça-feira, 15 de outubro de 2013

Porta entreaberta...



Deixe a porta entreaberta
Pois chegarei sem aviso
Um vaso próximo a janela
E nele um bilhete contido

Posso de surpresa chegar
Mas se fechares a porta
Não conseguirei adentrar
Peço-lhe, não passe a tranca

Tenho cultivado meu jardim
Regado com carinho as flores
Os espinhos cortam em mim
Mas vejo no futuro as cores

Com todo amor eu lhe peço
Deixe a porta entreaberta
Guarde pra mim teu abraço
E aquele beijo na janela !!!

Preparo...


Colhi as flores e enfeitei a casa
Preparei tudo com muito carinho
Decorei naquele canto a mesa
Separei pra você o melhor vinho

Da janela poderemos ver o sol
E também os pássaros em algazarra
Ver a natureza estendida em lençol
Ouvir também o canto da cigarra

Ali, ao teu lado, entrelaçarei tuas mãos
E deixarei o amor falar por mim
Olhando em teus olhos suave declaração
Desejos de findar meus dias assim

E aquele canto será pra gente sagrado
E sempre cuidadosamente preparado
Pois é onde juntos estaremos lado a lado
Simplicidade em mãos, futuro entrelaçado

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Chora a Rosa...



Então as flores falam!!! Cante-me a rosa uma canção
Entoas sua voz em prosas e cante o hino da libertação 
E canta a rosa uma triste canção, libertas em espinhos
Sois bela em delicadeza... rara beleza... total fascínio
Aos olhos de  encantadas flores um cravo em amores
Sangra ferido por espinhos mas embebido em licores
Cravo e rosa duo de amores triste fim permeia dores
Rosa cravada em espinhos canta em solo seu triste hino
Libertação??? Triste constatação, solidão é o destino!!!

Então as flores falam!!! Cante-me a rosa uma canção
Entoas sua voz em prosas e cante o hino da libertação

domingo, 13 de outubro de 2013

No mesmo céu...



Assim na imensidão fitarás meus olhos...
E pelas frestas das estrelas olharei-te por dentro
Ainda que na distância, luz do meu pensamento
Em saudade, buscarei em azul céu o alento
Entre as estrelas do cruzeiro, sublime firmamento
E no peito a pulsar um triste coração em lamento
Quando bem forte saudade ou dor apertar
Estaremos nós dois, mesmo céu a contemplar
Perdidos em imensidão... num mesmo pensar
Coração em saudade... num mesmo pulsar...

No infinito além, mesmo céu a buscar...
Nem tempo ou distância separa o que é par


Assim na imensidão fitarás meus olhos...
E pelas frestas das estrelas olharei-te por dentro

Lago dos amores !!!




               
Sente-se aqui próximo ao lago...              
És primavera e darei-te flores...
São nuances de um sol atado...
Pássaros tenores e cantadores...

És primavera e darei-te flores...
Mel de abelha e aranha em teia...
Em mantos aquarelas em cores...
O rio as margens tal serpenteia...

Próximo ao lago duo de amores...
Mel de bocas e corpos colados...
Beijos selados em anis sabores...

Sente-se aqui próximo ao lago...
És primavera e darei-te flores...
Iris de cores os dois lado a lado...


Súplica



Leva-me contigo, amor...
O que desejo é tão pouco!
Quero descobrir ao teu lado o novo,
deitar-me com você na relva,
bem no meio do jardim,
contar estrelas no céu,
rir até não mais ter fim!
Quero viver tuas promessas,
uma a uma sem nenhuma pressa...
Passear de mãos dadas
por Avenidas e praças,
correr com você, me esconder
e pra você fazer graça!
Ando perdida no caminho, Amor...
Imersa num vazio tão grande!
Negros tem se tornado os dias,
silenciosas e tristes são as noites!
Sou humana... a distância me maltrata...
Sonho com você... desejo você...
Seca-me a boca e o ar me falta!
Confesso-lhe... tenho sofrido muito
Por minha própria culpa, reconheço...
Tenho pedido forças a Deus...
É tanta tristeza e dor...
Tanto castigo não sei se mereço...


Leva-me contigo, amor...

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Rosas In ventre...


Trago em meu ventre
Vermelha rosa caliente
Sais em cio estão...
Fogo ardente... paixão

Alvidez de pele em tela
Que beleza em flor se revela
Suor em gotas deslizam
Alva pele em sais alisam

Aumenta então o desejo
De sentir em pele teu beijo
Colar teu corpo ao meu
Saciados ao fim... você e eu



Trago em meu ventre 
Vermelha rosa caliente

Não houve tempo...



Talvez não fosse este o tempo
Talvez não fosse pra essa vida
Me pergunto a todo  momento
Mas se não era pra ser, então
Pra que abrir no peito a ferida
Qual seria o motivo ou razão
De não ser o tempo  pro  amor
O tempo de abrir meu coração
O tempo de abrir aquela porta
E viver sem medo essa paixão
Não permiti ao amor me amar
Fiquei nas mãos da incerteza
E as frases que deixei de falar
Viraram em meu peito tristeza
Outra vida é muito pra esperar
Se meu coração sofre por amar
Não, eu não posso aceitar que...
Talvez não fosse este o tempo
Talvez não fosse pra essa vida !

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Fragilidade...



Hoje eu libero a minha dor
e deixo a lágrima livre rolar.
Cansei de me mostrar forte,
quero expor essa fragilidade
por tanto tempo mascarada.
Quero um colo pra recostar
a dor que sufoca meu peito.
Libero esse rastro salgado,
essa agonia que me invade.
Cansei de ser porto seguro,
de ser só o centro de apoio.
Palavras transformarão-se
em versos tristes na poesia,
mas o sentimento, esse será
exposto sem pudor ao mundo.
E pelas esquinas que passei
com a face em pranto molhada,
quem me olhou não entendeu,
que essa lágrima agora rolada,
ficou por tanto tempo escondida,
dentro de minha alma guardada.
E o grito solto que parecia loucura,
foi resultado da mais profunda dor,
por um sentimento no peito sufocado
que era sim o mais verdadeiro amor !!

Dançando em versos...



E o amor desliza mansamente
por entre os meus versos,
dançando lentamente
uma romântica canção.
Envolvida pelo teu charme
rodopio por entre as rimas
exalando o perfume da rosas
sentindo pulsar o coração.
Dançam também as lágrimas,
que pela minha face escorrem,
buscando pela tua presença
no fim da poesia...
Lá onde pousa a esperança,
onde existe a magia,
e os sonhos não morrem !!!

Mágico sentimento...

 
 

Ah, essa voz forte que me ganha
em todas as vezes que a ouço,
que como num passe de mágica
faz meu coração pulsar como louco.

Ah, essas palavras que embebedam,
como vinho degustado aos poucos.
Que como teia tecida me enredam,
um timbre forte, deliciosamente rouco.

Ah, essa mão que meu corpo incendeia
quando me toma ao teu lado com força,
ardendo em brasas como fogo em candeia,
trazendo nos olhos tua malícia estampada.

Ah, essa boca que se une a minha com sede,
que traz nela o sabor do gel e o doce do mel.
No teu beijo ouço música, o sentido se perde,
flutuo, vejo estrelas, num voo livre pelo céu !!!

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

A dor da saudade...



E quanto ainda caberia de dor
De tristeza e  infelicidade
Num coração repleto de amor
Mas no completo vazio da saudade

E quanto ainda caberia de dor
No silêncio do grito abafado
Da completa falta de cor
Do dia que segue cansado

E quanto ainda caberia de dor
Em olhos tristes, lacrimejados
Num coração repleto de amor
Que sofre pelo sonho roubado

E quanto ainda caberia de dor ???

Verdades...



E o tempo
contará histórias
de outros tempos.
Senhor da areia
e do vento,
detentor do riso
e das lágrimas...
Dos encontros
e desencontros...
Dono das histórias,
páginas vivas
de um livro de memória.
Junção de dois seres,
em tantas verdades
e tantos quereres.
Que na dor da distância
seguem levados ao vento,
num tempo sem tempo...
Carregando em suas almas
dores e lamentos...
Mas tatuados em corpos,
verdadeiros sentimentos !!!

Sem você...




Como prosseguir sem você
Se meu coração te chama
Se te sinto aqui dentro tão forte
Se meu corpo tua ausência reclama

Longe de você sou vida vazia
Sou o lado obscuro do mundo
Sou iris sem cor, sem alegria
Sou o desperdiçar de um segundo

Suas dores por dentro me moem
Me desnorteiam, sigo sem prumo
Teus estilhaços meu pés ferem
Que descalços vagueiam sem rumo

Renego minha própria felicidade
Quando ao amor não me entrego
Quando sigo sozinha sem você
Quando meu sentimento te nego

Como prosseguir sem você
Se meu coração te chama ???

Na dor do silêncio...

 
 

Abraçada a tristeza
Num voo silencioso, assim eu vou
De bagagem carrego a incerteza
Hoje apenas estou
Não mais sou...
Viajo sem rumo
Num voo plano e sem vida...
Observo as flores
Não há cores...
Os pássaros respeitam a minha dor...
Um silêncio mutilador
Observo as poesias de amores
Para Marias, quiçá Dolores...
Fulgores ?
Silencio-me...
Abraçada a mim hoje
Apenas as dores !!!

Simples assim...

 
 

Tenho um amor dentro de mim
que é suave como o algodão
Basta fechar meus olhos assim
pra ele invadir meu coração

Tenho um amor dentro de mim
que baila pelos verdes campos
refrescante como hortelã e alecrim
repleto de ternura e encantos

Tenho um amor dentro de mim
que tem o perfume das flores
da rosa, da orquídea e jasmim
de todas as cores e odores

Tenho um amor dentro de mim
que ao ver o nascer e pôr do sol
se derrama em lágrimas de cetim
na beleza do seu brilho em arrebol

Tenho um amor dentro de mim
que é um mágico sentimento
pois pra te ter aqui perto, assim
Basta te buscar em pensamento

Tenho um amor dentro de mim
que chega com o sol ao amanhecer
e permanece junto ao meu peito
até o fim do dia.. o anoitecer...

Tenho um amor dentro de mim
que é verdadeiro e simples assim...