Take a look at me now

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Asas adormecidas...



Dorme tranquila o sono dos Anjos...
Exala o perfume suave das flores...
Estão ao teu lado Santos Arcanjos...
Velando teu sono envolto em cores...

Descansa em paz pureza de alma...
Enquanto dormes estão a te olhar...
Ouça a música suave que acalma...
Tanta doçura que inspira o cuidar...

Aqueles que ama em sonho visita...
Leva essa paz em forma de cor...
Tanta beleza que a alma levita...

Levando em sonhos somente amor...

Pétalas em fronha suave almofada...
Adormece em cetim oração e louvor...

sábado, 26 de outubro de 2013

Sim... eu te amei...



Sim, eu te amei... e amei muito...
Amei-te em sonhos, mas também amei-te realidade...
Amei-te em versos, mas também nos teus reversos...
Sim, eu te amei... e amei muito...
Amei-te, assim como o beija-flor ama a flor
E extrai dela teu lado mais doce...
Amei-te, assim como o arco-íris ama a chuva
E se abre para ela em arco de cores...
Amei-te, assim como o pescador ama o mar,
E retira dele o alimento pra vida...
Amei-te, assim como o céu ama as estrelas e a lua
Que dão-lhe o brilho e sem elas tua beleza é nua...
Sim, eu te amei... e amei muito...
Amei-te com o meu lado mais humano...
Amei-te com meus medos e minhas inseguranças...
Amei-te assim, carregando nos olhos o brilho
E no meu peito cravada a esperança...
Te amei com meu lado mulher...
Mas também com meu jeito criança...

Sim, eu te amei... (-----) e amei muito...

Fragilidade...


Sou toque... sou pele
Sou pétala... sou flor
O perfume que expele
Do tom rosa essa cor

Sou mãos... sou abraço
Sou sentimento e amor
Sou da vida o entrelaço
Também ternura e calor

Sou riso... sou lágrimas
Sou ferida... sou a dor
Sou da poesia as rimas
Dessa busca o clamor

A fragilidade de criança
Unida a força de mulher
Sou da vida a esperança
Do cuidar e do acolher !!

Madrugada fria...



No silêncio da madrugada fria
As palavras tristes se deitam
Na folha em branco solitárias
Sentimentos tantos rabiscam

Nada mais se ouve pela noite
Além do correr do lápis no papel
Soa como um lamento, ora triste
Como uma única estrela no céu

Corre o lápis nas caladas horas
Deitam-se as palavras em solidão
No silêncio da noite que apavora
Tentando acalmar meu coração

No silêncio da madrugada fria
As palavras tristes se deitam...

Mar revolto...



Dentro de mim um mar revolto,
ondas gigantescas que se formam,
caminham em direção as pedras
e como num suicídio se quebram.
Um rastro de sal  se forma
em sua passagem furiosa
e a força de uma nova onda
se mistura a fragilidade da quebrada,
levando-a novamente de encontro as pedras.
Tentando recomeçar e sendo novamente
ao encontro delas arremessada...
Sem sequer um tempo para recuperar as forças...

Dentro de mim um mar revolto
ondas gigantescas que se formam...

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Lembranças...



E ali parada...
Envolta em lembranças tantas
Em perfume de flor que exala
Arcos de íris em meio as plantas
Amou tanto...
Que de amor e só por amor
Sofrimento e pranto...
Tristeza e dor...
Nem mesmo a bela paisagem
Em nuances de tantas cores
Afasta do pensamento a imagem
De um tempo vivido em amores
De lindas tardes de sol
Pássaros cantando em festa
Corpos em fino lençol
De testemunha destas...
Apenas o por do sol em arrebol


E ali parada... 
Envolta em lembranças tantas

Sensibilidade...



Cresceu por sobre o muro o galho
Talvez quisesse a rua espiar
Buscou na  liberdade um atalho
Pra tua beleza mostrar

Ou talvez quisesse tão somente
Por ali me ver passando
Se abriu frondosa majestade
Como se sorrisse me olhando

Todos os dias por ali passo...
Estendo em afago a minha mão
E um carinho em flores lhe faço
Tua beleza é tanta que ofusca a visão

Ele parece retribuir meu carinho...
Me espera ali todos os dias
Cada vez se mostra mais ousado
Quando me vê se agita, faz estripulias

Cresceu por sobre o muro aquele galho
Talvez quisesse a rua espiar...

terça-feira, 15 de outubro de 2013

Porta entreaberta...



Deixe a porta entreaberta
Pois chegarei sem aviso
Um vaso próximo a janela
E nele um bilhete contido

Posso de surpresa chegar
Mas se fechares a porta
Não conseguirei adentrar
Peço-lhe, não passe a tranca

Tenho cultivado meu jardim
Regado com carinho as flores
Os espinhos cortam em mim
Mas vejo no futuro as cores

Com todo amor eu lhe peço
Deixe a porta entreaberta
Guarde pra mim teu abraço
E aquele beijo na janela !!!

Preparo...


Colhi as flores e enfeitei a casa
Preparei tudo com muito carinho
Decorei naquele canto a mesa
Separei pra você o melhor vinho

Da janela poderemos ver o sol
E também os pássaros em algazarra
Ver a natureza estendida em lençol
Ouvir também o canto da cigarra

Ali, ao teu lado, entrelaçarei tuas mãos
E deixarei o amor falar por mim
Olhando em teus olhos suave declaração
Desejos de findar meus dias assim

E aquele canto será pra gente sagrado
E sempre cuidadosamente preparado
Pois é onde juntos estaremos lado a lado
Simplicidade em mãos, futuro entrelaçado

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Chora a Rosa...



Então as flores falam!!! Cante-me a rosa uma canção
Entoas sua voz em prosas e cante o hino da libertação 
E canta a rosa uma triste canção, libertas em espinhos
Sois bela em delicadeza... rara beleza... total fascínio
Aos olhos de  encantadas flores um cravo em amores
Sangra ferido por espinhos mas embebido em licores
Cravo e rosa duo de amores triste fim permeia dores
Rosa cravada em espinhos canta em solo seu triste hino
Libertação??? Triste constatação, solidão é o destino!!!

Então as flores falam!!! Cante-me a rosa uma canção
Entoas sua voz em prosas e cante o hino da libertação

domingo, 13 de outubro de 2013

No mesmo céu...



Assim na imensidão fitarás meus olhos...
E pelas frestas das estrelas olharei-te por dentro
Ainda que na distância, luz do meu pensamento
Em saudade, buscarei em azul céu o alento
Entre as estrelas do cruzeiro, sublime firmamento
E no peito a pulsar um triste coração em lamento
Quando bem forte saudade ou dor apertar
Estaremos nós dois, mesmo céu a contemplar
Perdidos em imensidão... num mesmo pensar
Coração em saudade... num mesmo pulsar...

No infinito além, mesmo céu a buscar...
Nem tempo ou distância separa o que é par


Assim na imensidão fitarás meus olhos...
E pelas frestas das estrelas olharei-te por dentro

Lago dos amores !!!




               
Sente-se aqui próximo ao lago...              
És primavera e darei-te flores...
São nuances de um sol atado...
Pássaros tenores e cantadores...

És primavera e darei-te flores...
Mel de abelha e aranha em teia...
Em mantos aquarelas em cores...
O rio as margens tal serpenteia...

Próximo ao lago duo de amores...
Mel de bocas e corpos colados...
Beijos selados em anis sabores...

Sente-se aqui próximo ao lago...
És primavera e darei-te flores...
Iris de cores os dois lado a lado...


Súplica



Leva-me contigo, amor...
O que desejo é tão pouco!
Quero descobrir ao teu lado o novo,
deitar-me com você na relva,
bem no meio do jardim,
contar estrelas no céu,
rir até não mais ter fim!
Quero viver tuas promessas,
uma a uma sem nenhuma pressa...
Passear de mãos dadas
por Avenidas e praças,
correr com você, me esconder
e pra você fazer graça!
Ando perdida no caminho, Amor...
Imersa num vazio tão grande!
Negros tem se tornado os dias,
silenciosas e tristes são as noites!
Sou humana... a distância me maltrata...
Sonho com você... desejo você...
Seca-me a boca e o ar me falta!
Confesso-lhe... tenho sofrido muito
Por minha própria culpa, reconheço...
Tenho pedido forças a Deus...
É tanta tristeza e dor...
Tanto castigo não sei se mereço...


Leva-me contigo, amor...

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Rosas In ventre...


Trago em meu ventre
Vermelha rosa caliente
Sais em cio estão...
Fogo ardente... paixão

Alvidez de pele em tela
Que beleza em flor se revela
Suor em gotas deslizam
Alva pele em sais alisam

Aumenta então o desejo
De sentir em pele teu beijo
Colar teu corpo ao meu
Saciados ao fim... você e eu



Trago em meu ventre 
Vermelha rosa caliente

Não houve tempo...



Talvez não fosse este o tempo
Talvez não fosse pra essa vida
Me pergunto a todo  momento
Mas se não era pra ser, então
Pra que abrir no peito a ferida
Qual seria o motivo ou razão
De não ser o tempo  pro  amor
O tempo de abrir meu coração
O tempo de abrir aquela porta
E viver sem medo essa paixão
Não permiti ao amor me amar
Fiquei nas mãos da incerteza
E as frases que deixei de falar
Viraram em meu peito tristeza
Outra vida é muito pra esperar
Se meu coração sofre por amar
Não, eu não posso aceitar que...
Talvez não fosse este o tempo
Talvez não fosse pra essa vida !

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Fragilidade...



Hoje eu libero a minha dor
e deixo a lágrima livre rolar.
Cansei de me mostrar forte,
quero expor essa fragilidade
por tanto tempo mascarada.
Quero um colo pra recostar
a dor que sufoca meu peito.
Libero esse rastro salgado,
essa agonia que me invade.
Cansei de ser porto seguro,
de ser só o centro de apoio.
Palavras transformarão-se
em versos tristes na poesia,
mas o sentimento, esse será
exposto sem pudor ao mundo.
E pelas esquinas que passei
com a face em pranto molhada,
quem me olhou não entendeu,
que essa lágrima agora rolada,
ficou por tanto tempo escondida,
dentro de minha alma guardada.
E o grito solto que parecia loucura,
foi resultado da mais profunda dor,
por um sentimento no peito sufocado
que era sim o mais verdadeiro amor !!

Dançando em versos...



E o amor desliza mansamente
por entre os meus versos,
dançando lentamente
uma romântica canção.
Envolvida pelo teu charme
rodopio por entre as rimas
exalando o perfume da rosas
sentindo pulsar o coração.
Dançam também as lágrimas,
que pela minha face escorrem,
buscando pela tua presença
no fim da poesia...
Lá onde pousa a esperança,
onde existe a magia,
e os sonhos não morrem !!!

Mágico sentimento...

 
 

Ah, essa voz forte que me ganha
em todas as vezes que a ouço,
que como num passe de mágica
faz meu coração pulsar como louco.

Ah, essas palavras que embebedam,
como vinho degustado aos poucos.
Que como teia tecida me enredam,
um timbre forte, deliciosamente rouco.

Ah, essa mão que meu corpo incendeia
quando me toma ao teu lado com força,
ardendo em brasas como fogo em candeia,
trazendo nos olhos tua malícia estampada.

Ah, essa boca que se une a minha com sede,
que traz nela o sabor do gel e o doce do mel.
No teu beijo ouço música, o sentido se perde,
flutuo, vejo estrelas, num voo livre pelo céu !!!

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

A dor da saudade...



E quanto ainda caberia de dor
De tristeza e  infelicidade
Num coração repleto de amor
Mas no completo vazio da saudade

E quanto ainda caberia de dor
No silêncio do grito abafado
Da completa falta de cor
Do dia que segue cansado

E quanto ainda caberia de dor
Em olhos tristes, lacrimejados
Num coração repleto de amor
Que sofre pelo sonho roubado

E quanto ainda caberia de dor ???

Verdades...



E o tempo
contará histórias
de outros tempos.
Senhor da areia
e do vento,
detentor do riso
e das lágrimas...
Dos encontros
e desencontros...
Dono das histórias,
páginas vivas
de um livro de memória.
Junção de dois seres,
em tantas verdades
e tantos quereres.
Que na dor da distância
seguem levados ao vento,
num tempo sem tempo...
Carregando em suas almas
dores e lamentos...
Mas tatuados em corpos,
verdadeiros sentimentos !!!

Sem você...




Como prosseguir sem você
Se meu coração te chama
Se te sinto aqui dentro tão forte
Se meu corpo tua ausência reclama

Longe de você sou vida vazia
Sou o lado obscuro do mundo
Sou iris sem cor, sem alegria
Sou o desperdiçar de um segundo

Suas dores por dentro me moem
Me desnorteiam, sigo sem prumo
Teus estilhaços meu pés ferem
Que descalços vagueiam sem rumo

Renego minha própria felicidade
Quando ao amor não me entrego
Quando sigo sozinha sem você
Quando meu sentimento te nego

Como prosseguir sem você
Se meu coração te chama ???

Na dor do silêncio...

 
 

Abraçada a tristeza
Num voo silencioso, assim eu vou
De bagagem carrego a incerteza
Hoje apenas estou
Não mais sou...
Viajo sem rumo
Num voo plano e sem vida...
Observo as flores
Não há cores...
Os pássaros respeitam a minha dor...
Um silêncio mutilador
Observo as poesias de amores
Para Marias, quiçá Dolores...
Fulgores ?
Silencio-me...
Abraçada a mim hoje
Apenas as dores !!!

Simples assim...

 
 

Tenho um amor dentro de mim
que é suave como o algodão
Basta fechar meus olhos assim
pra ele invadir meu coração

Tenho um amor dentro de mim
que baila pelos verdes campos
refrescante como hortelã e alecrim
repleto de ternura e encantos

Tenho um amor dentro de mim
que tem o perfume das flores
da rosa, da orquídea e jasmim
de todas as cores e odores

Tenho um amor dentro de mim
que ao ver o nascer e pôr do sol
se derrama em lágrimas de cetim
na beleza do seu brilho em arrebol

Tenho um amor dentro de mim
que é um mágico sentimento
pois pra te ter aqui perto, assim
Basta te buscar em pensamento

Tenho um amor dentro de mim
que chega com o sol ao amanhecer
e permanece junto ao meu peito
até o fim do dia.. o anoitecer...

Tenho um amor dentro de mim
que é verdadeiro e simples assim...

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Se permitido for...



E se permitido for...
olharei em teus olhos
e lhe falarei do meu amor.
E se permitido for...
entoarei para você
a mais linda canção,
em melodias extraídas,
de sentimentos vindos do coração.
E se permitido for...
escreverei para ti
os mais sublimes versos de amor...
e recitarei-os ao teu ouvido
enquanto sacio teus desejos.
E se permitido for...
gritarei ao mundo
a frase tão sonhada...
o "Eu te amo"
em qualquer língua falada.
E se permitido for...
passarei a noite acordada
a velar o teu sono,
acariciando-lhe a face sofrida.
E se permitido for...
retirarei de você todo sofrimento
e devolverei-lhe a vida !!!

Se assim permitido for...

Primavera em lágrimas...



A natureza faz festa
anunciando a tua chegada.
Abrem-se as flores...
permeiam entre elas os doces beija-flores.
Borboletas sobrevoam em arcos
em íris de todas as cores.
E juntamente com a primavera
chegam também as densas chuvas...
Molhando as flores
em lágrimas de despedidas.
O céu se pinta de cinza
e um véu cobre a face sofrida
Fecham-se as cortinas...
O adeus delineia um rosto sem vida !!!

E juntamente com a primavera
chegam também as densas chuvas...