Take a look at me now

sábado, 23 de novembro de 2013

Páginas adormecidas...



Fechei o coração, não quero páginas novas,
guardo nele as antigas, aquelas nossas...
Como um livro, cheio de imagens,
com cheiro de flor e belas paisagens,
com tantas palavras que emudeceram.

Um livro guardado, empoeirado na estante,
enquanto aqui dentro sinto uma dor cortante.
No vazio imenso da saudade busco me levantar,
sonhar outros sonhos em branca memória,
sem esperanças... adormecida história.

Fechei o coração, não quero páginas novas,
guardo nele as antigas, aquelas nossas...

Foi amor verdadeiro...


Foi mágico e inesquecível...
Foi de alma... foi pureza...
De uma força indescritível...
Foi poesia... e foi beleza...

Sim, foi amor verdadeiro...
Como nunca antes sentido...
Teve pele... gosto e cheiro...
Foi de interesse desprovido...

Foi como água que inunda...
De uma intensidade tanta...
Deixou marcas profundas...
Em um pureza que é Santa...

Sim, foi amor verdadeiro...
Como nunca antes sentido...

terça-feira, 19 de novembro de 2013

Menina faceira...



Vem, menina faceira...
Deixa de vergonha, vem ser feliz
Corre, vem pra brincadeira
Orgulha-te da tua cor... tua raiz !!!

O que vem a ser a cor...
Senão apenas mais um tom
Quando o que é  a beleza é o amor
E o que carregamos de bom !!!

Vem, menina faceira...
Que carrega a força em teus traços
De um passado de luta e açoiteira
Corre, vem para o meio do abraço !!!

Aqui tem branco, pardo e amarelo
Somos parte de toda uma história
Mas o sofrimento de todo teu povo
Carregaremos pra sempre na memória !!!

Vem, menina faceira...
Corre, vem pra brincadeira !!!

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Renascer...



Sim, eu me renovo!!! A cada dia
renasce em mim um novo ser...
Durmo repleta de mim, tão cheia
Sou branca folha ao amanhecer

Sou novos olhos ao raiar do dia...
Atentos a tudo um olhar de poesia
Sou novas mãos, tão mais macias
Redescubro o mundo em nostalgia

Sim, eu me renovo!!! A cada dia
reaprendo um caminhar mais leve
Sinto meus pés sob a relva macia
Sou a leveza de um momento breve

Sim, eu me renovo!!! A cada dia
um novo pensar, um novo querer
Findo repleta antes página vazia
Pra um recomeço ao amanhecer !!!

sábado, 16 de novembro de 2013

Inocência de criança...


Havia felicidade nos pés descalços
que percorriam jardins em flores
atrás das coloridas borboletas...
Havia felicidade na íris da menina
que sorria observando o beija-flor
pousando apressado de flor em flor...
Havia felicidade nas descobertas
de um novo bicho de nuvens no céu,
deitada displicente no verde gramado...
Havia felicidade nas brincadeiras simples
e inocentes do beijo abraço, aperto de mão,
de amarelinha, mãe da rua e passa anel...
Havia felicidade nas brincadeiras na chuva,
deslizando na enxurrada ladeira abaixo
e na busca pelo tesouro no fim do arco-íris...
Sim, havia felicidade na íris da menina...

Felicidade que desenhou a esperança
de um futuro melhor, nos olhos da mulher !!!

Sonhos...



Tudo aquilo que em realidade não posso
Adormecida... realizo em sonhos...
Se a distância não me permite estar perto
Num fechar de olhos me vejo ao teu lado


Furto-lhe beijos na calada da noite
Enquanto ainda adormecido...
Colo meu corpo ao teu e te aqueço
Ao teu lado durmo e amanheço

Se choras viro brisa e delicadamente
Toco tua face e enxugo tuas lágrimas
Quando triste sou pássaro em melodia
Cantando em tua janela ao raiar do dia

Não sabes, mas estou sempre ao teu lado
Ainda que a distância não permita...
Mesmo que em sonhos... imaculado
Minha alma se desprende... te visita



Tudo aquilo que em realidade não posso
Adormecida... realizo em sonhos...

Metamorfose...



Cumpre-se a lei da natureza
O que outrora lagarta
Agora borboleta
De rara beleza
Liberta do casulo
Voa livre no ar
Nuances lindas
Em iris a contemplar
E a menina outrora anjo
Desabrocha em flor
Mulher faceira
Exala em pele o amor
Desfila pela vida
Cumpre também seu ciclo
Apaixonada...
Não vive só
Procura pelo seu par
Alguém pra dividir
Alguém pra amar !!!

Intensidade...



E o sol brilhando forte lá fora
Invadindo por todas as frestas
Me chamou sorrindo pra vida
Me convidou pra esta festa...

Essa festa chamada de Vida...
Os pássaros lá fora em melodia
Não resisto e abro a janela...
Sorrio agradecida o novo dia

De amor minh'alma está cheia
E pelo meu corpo ele transborda
Amor que corre forte em veia...

Amor que a minha vida borda...
Vai delineando o meu caminhar...
Desejo de conjugar o verbo Amar

Bem me quer ???



Bem me quer... mal me quer...
Bem me quer... mal me quer...
Em pétalas teu segredo desvendo

E ao teu amor eu me rendo...
Se assim me quiseres...
Em pétalas de bem me quer
Serei tua rosa flor mulher

Darei-te do meu íntimo
Perfumes nuances de cores
E da minha boca mel sabores 


Em pétalas teu segredo desvendo
E ao teu amor eu me rendo...

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Vida tecida...


 
Teci minha vida com fios de verde esperança
Desenhei o meu mundo em longilíneas asas
Brinquei de roda gira num sorriso de criança
Encontrei  felicidade entre as simples casas

Colori o meu mundo em arco de lindas cores
Abri  portas e janelas, deixei entrar a poesia
Adentrei a minha alma... suavizei as dores...
Tatuei um riso em face, em busca de alegria

Brinquei com a tristeza de esconde-esconde
No pega-pega ganhei e deixei-a como estátua
Felicidade adentrou nem soube dizer por onde
Brincou de beijo-abraço, aperto de mão na rua

Teci minha vida com fios de verde esperança
Brinquei de roda gira num sorriso de criança !!!

sábado, 9 de novembro de 2013

Casulo...




Hoje é o dia...
Dia de ser lagarta
e me recolher no casulo.
Dia de ficar em silêncio
como criança in ventre
que evolui a espera da concepção.
Preciso ser gerada, parida,
sentida e reinventada.
Necessito me sentir vida,
rasgar essa casca, ferir-me,
fazer sangrar a ferida.
Preciso aprender a respirar,
a engatinhar e andar.
Necessito virar-me no avesso
morrer em mim,
buscando na morte
um resquício de vida...
um meio pra um recomeço !!!

Ocaso...





Fechou os olhos em silêncio,
sem nenhum alarde...
Emprestou teu brilho
até o último instante...
Era chegada a hora de partir,
sumir por detrás do monte,
ceder teu espaço,
fechar a cortina e sair.
Se ainda voltaria,
não saberia dizer...
Enquanto houvesse noite
teu brilho ali não caberia !!!

Fechou os olhos em silêncio,
sem nenhum alarde e partiu...

Enquanto as palavras se deitam...


Necessitava deitar as palavras
na folha em branco a sua frente,
como se assim fosse possível
arrancar do peito a dor
que lhe corroía a alma.
Necessitava deitar as palavras
na folha em branco a sua frente,
como se assim fosse possível
estancar o sangue corrente
da ferida no peito aberta
e secar dos olhos
as lágrimas vertentes...

Necessitava deitar as palavras
na folha em branco a sua frente...

Nem tão flor... nem tão espinho...


Nesta vida não me enalteço flor
e nem me desmereço espinho...
Aprendi a ser simples observando
as flores, que sem nada esperar
em troca nos presenteiam com
a suavidade dos seus perfumes,
colorem e enfeitam nossas vidas.
Aprendi que devemos ter raízes,
mas que nada impede de tentarmos
alcançar a grandeza dos céus
e a beleza das estrelas.
Aprendi também que temos
que reconhecer nossos limites
e respeitar nossas fragilidades !!!

Nem tão flor... nem tão espinho...

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Ruptura



Perdeu-se dos lábios o canto...
Sem sonhos, morreu a poesia
Quebrou-se da vida o encanto
Segue hoje uma página vazia...

De cinza coloriu-se o mundo...
Íris vazia num arco sem cor...
São dias de um vazio profundo
Guardado no peito, levo teu amor

Perdeu-se dos lábios o canto...
Sem sonhos, morreu a poesia...