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terça-feira, 30 de setembro de 2014

Cicuta...



Em silêncio bebo suas palavras,
ainda que sejam elas a cicuta
que me corrói por dentro...
Encostada no parapeito das horas,
vejo os minutos passarem lentamente,
observo a vida seguindo e contornando
os obstáculos do meu futuro...
Novas paisagens se desenham,
sombrias aos meus tristes olhos,
alheias as lágrimas que deles deslizam...
Em silêncio, com a taça na mão
ergo um brinde solitário, bebo num gole
a cicuta que me destrói a vida
e me condena a mais triste solidão...


2 comentários:

  1. O Amor é um Veneno. Doce veneno.

    X

    Que pode causar tamanho tormento?
    Senão o amor desfeito,
    Senão a dor d'um sentimento
    Não correspondido...

    XX

    Que poderá ser mais doído?
    Talvez! A agrura da alcova vazia
    A espaçosa liberdade da ausência
    De alguém que não chega e já se ia...

    XXX

    Mas que uma espera fomenta
    E não tem clemência,
    Ao ver derramado tão puro sentido.
    Quem faz da dor um rival do Amor que alimenta.

    XXXX

    E condena a alguém a esperar à janela
    A prenhe ilusão de um dia chegar
    N'um abraço ardente abraçar-lhe a alma
    E em tórrida paixão incendiar.

    XXXXX

    Quem? Por mais que tu clames
    Teu clamor não escuta
    E as suplicas de carinho
    E vinho que ergues a brindar

    XXXXXX

    Somente seja a "cicuta"
    Que a faz definhar. Quem?
    Talvez! O Quem! Que nunca soube ser Amor
    E nunca saberá o que é Amar...

    XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX

    Yehrow, Adônis ou quem quiseres eu seja.

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  2. Linda poesia, não me contive. Meus sinceros aplausos líricos.

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